Quem sou eu

Minha foto
Olá! Meu nome é Helena Pokoieski, sou professora da Rede Municipal de Ensino de Getúlio Vargas. Atuo nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Sou graduada em Pedagogia e pós graduada em Planejamento e gestão da educação pela URI Campus de Erechim.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Texto de Natal!!!

Natal na Ilha do Nanja
Cecília Meireles
Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.
Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim. Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.
Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!" E ninguém, pede contribuições especiais, nem abonos, nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presépio. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!
Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.
Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com: pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só.
É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal!

sábado, 27 de novembro de 2010

VOCÊ, PROFESSOR SENTE-SE DESAFIADO
NOS DIAS DE HOJE?
             Os alunos trazem para as escola questões que dizem respeito diretamente ao mundo                     interconectado por meio das mídias fazendo com que os professores sintam desafiados.
              A influência das tecnologias se fazem tão presentes no dia a dia das escolas mesmo que não estejam incorporadas ao ensino e aprendizagem;

Breve comentário sobre o processo de ensinar e aprender

                                                           Ensinar e aprender
Ensinar e aprender são processos que envolvem tanto alunos quanto professores, ambos são sujeitos “aprendentes e ensinantes”, estabelecendo-se uma relação de mediação no ato de ensinar e de aprender. Somente nesta perspectiva teremos uma aprendizagem mais humanizadora e significativa. O professor deixa de ser o centralizador do conhecimento, o detentor do poder, e nesta lógica os conteúdos deixam de ser tão fragmentados e sem sentido, as relações entre os sujeitos e entre os saberes tornam-se mais significativos.
É na interação entre os sujeitos que se constroem os conhecimentos. Isso pressupõe  gestão democrática, respeito mútuo, pluralismo de idéias, educação interdisciplinar, integração com a comunidade, humildade de aprender sempre em conjunto com os outros, o respeito as diferenças, tolerância  e muita formação....
Acredito que na concretização de uma metodologia que venha ao encontro da concepção de aprendizagem almejada, ou seja, que também seja problematizadora, dialógica, reflexiva, humanizadora, esta deve estabelecer relações entre os conteúdos estudados com a realidade concreta (contextualizada), buscar a coerência entre a teoria e a prática e conseqüentemente se efetivar a partir de um planejamento participativo, coletivo e após individual. Que valorize e respeite o ser humano na sua individualidade, que construam -se momentos de discussões, debates e diálogos para a formação de sujeitos capazes de opinar,  tomar decisões e  que sejam responsáveis e comprometidos...
            Uma metodologia que torne possível a efetivação e a vivência dos princípios norteadores do processo educativo da escola, expressos na Proposta Político Pedagógica, como: participação, democracia, diálogo, construção de conhecimentos, amor, coletividade....

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"É imprescindível ressignificar as idéias de Paulo Freire para o mundo digital:
 É preciso criar condições para que os alunos das escolas públicas tenham condições de ler o mundo digital e reescrever a sua própria história, do mundo e da sociedade conectada, na qual ele se encontra inserido. "

Páginas

Meus alunos utilizando material concreto para construção da tabuada

Meus alunos utilizando material concreto para construção da tabuada